Entrevista a Sandra Meira

A líder da Meirauto revela uma enorme paixão pela profissão, como se percebe pela forma como acompanha a chegada de um automóvel ao stand até ao momento da venda a um cliente. Sandra Meira garante que o futuro da indústria passa pela adoção de novas soluções de mobilidade, nomeadamente através dos carros autónomos.
"Sinto um carinho especial por determinadas viaturas"
Como nasceu a paixão pelos automóveis?
A minha paixão pelos automóveis nasceu no seio da minha família. A Meirauto é um negócio familiar, construído com muito esforço, dedicação e amor pelos carros. Cresci rodeada de histórias de clientes, motores e sonhos sobre rodas. Para mim, os automóveis nunca foram apenas máquinas — foram sempre parte da nossa vida, um elo que nos une e que me inspira desde pequena.
A possibilidade de trabalhar no setor automóvel resulta dessa paixão?
Sim, totalmente. Trabalhar neste setor é mais do que uma profissão: é a continuação de um legado familiar. Todos os dias sinto que contribuo para algo maior, ajudando cada cliente a encontrar o carro perfeito e a viver a experiência de compra com confiança e entusiasmo.
Costuma ter pena de vender um carro, apesar de isso ser o resultado de um esforço do trabalho?
Às vezes sinto um carinho especial por determinadas viaturas, porque acompanho todo o processo: desde a chegada, a preparação, a fotografia, até à entrega. Mas quando vejo a felicidade do cliente, esse “aperto bom” transforma-se em orgulho. Saber que aquele carro vai ganhar uma nova história é o que mais me motiva.
Quando foi a última vez que isso aconteceu?
Muito recentemente. Entreguei um carro a uma cliente que sonhava há muito com aquele modelo. Ver a emoção dela — aquele sorriso que quase fala por si — fez-me recordar porque amo tanto o que faço.
Que tipo de conselhos costuma dar aos clientes antes de vender um automóvel?
Aconselho sempre a pensar no futuro, no conforto e na realidade do seu dia a dia. Não vendo apenas carros; ajudo pessoas a tomarem decisões importantes. Quero sempre garantir que o carro escolhido faz sentido para a sua vida, não só no momento, mas também mais à frente.
Qual é o aspeto que gosta mais de cuidar num automóvel?
O detalhe. A forma como um carro é preparado diz tudo sobre o respeito que temos pelo cliente. Gosto de garantir que cada viatura está no seu melhor — brilhante, cuidada e pronta para criar novas memórias.
Substituir um pneu é uma coisa que detesta fazer?
Não. Faz parte deste universo e acredito que compreender todas as etapas, mesmo as menos glamorosas, me torna melhor no que faço. Quanto mais sei, mais posso ajudar.
A velocidade é o principal fator para os portugueses gostarem de automóveis?
Não creio. Hoje, os portugueses valorizam conforto, segurança, espaço, tecnologia e eficiência. A paixão não está apenas na velocidade, mas sim na sensação de bem-estar ao volante.
O que está a impedir as pessoas de comprarem mais carros elétricos?
Principalmente o preço e as dúvidas sobre a autonomia. A infraestrutura ainda está a evoluir, mas acredito que estamos a caminhar no sentido certo. A mudança leva tempo, mas e vai acontecendo, mas não acredito que os veículos a combustão desapareceram, diria que será impossível.
O futuro da indústria automóvel passa unicamente pelos carros autónomos?
Os carros autónomos serão uma peça importante, mas o futuro será diversificado. Eletrificação, conectividade, eficiência e novas soluções de mobilidade vão conviver com a condução tradicional durante muito tempo.
Como seria o seu carro de sonho?
Para mim, um carro de sonho é aquele que transmite emoção só de olhar para ele. Um design elegante, uma condução envolvente e tecnologia que simplifica a vida — mas, acima de tudo, um carro que nos faça sorrir sempre que pegamos na chave.