Entrevista a Paulo Nóbrega Lopes

10-04-2018 17:31

O cavaleiro concede uma entrevista ao OLHAR DIREITO sobre a evolução que o hipismo tem de fazer em Portugal para atingir os patamares de excelência que atingiu no plano internacional, sobretudo depois da entrada de personalidades ligadas aos países do Médio-Oriente. Paulo Nóbrega Lopes entende que é necessário divulgar a modalidade.

 

"Um bom cavaleiro tem de gostar de cavalos"

 

Como nasceu o gosto pela modalidade?

Comecei a montar num picadeiro na Parede mais do que uma vez por semana. O gosto pelo hipismo nasceu de forma natural. Optei pelos saltos com obstáculos em vez do ensino porque na altura era mais popular.

Actua de forma profissional ou amadora?

Apesar de ter sido vice-campeão nacional de juniores, desempenho a minha actividade de forma amadora. Caso pretendesse seguir a via profissional tinha de sair de Portugal.

O que é necessário para alcançar o profissionalismo no nosso país?

Tem de se investir bastante neste desporto. A entrada dos patrocinadores árabes aumentou a exigência em termos financeiros. Os profissionais em Portugal precisam de se dedicar bastante e estão dependentes da conjuntura económica.

O retorno consegue recompensar o esforço para se competir?

Não é possível obter retorno financeiro através dos sucessos desportivos, sendo necessário a presença no negócio da compra e venda de cavalos.

De que forma a modalidade pode crescer?

As empresas deviam estar ligadas ao desporto, além de ser fundamental mais divulgação. Os concursos também necessitam de melhor organização.

Qual é a grande diferença relativamente aos espectáculos no estrangeiro?

O principal factor distintivo está na dimensão, no conhecimento técnico do público e nas assistências.

Qual é a principal característica de um bom cavaleiro?

Um bom cavaleiro tem de gostar de cavalos.