Entrevista a Débora Henriques

15-03-2017 15:45

Os melhores momentos de uma carreira que se iniciou há seis anos na SIC, são explicados pela jornalista Débora Henriques. A repórter abre ao OLHAR DIREITO um pouco dos bastidores das coberturas televisivas dos congressos partidários e das campanhas eleitorais. Apesar da experiência acumulada nos ecrãs, os primeiros passos foram dados noutros meios de comunicação social. 

 

"A eleição de Marcelo Rebelo de Sousa foi um momento histórico"

 

Como nasceu o gosto pelo jornalismo em televisão?

Trabalhar em televisão foi um acaso na minha vida porque sempre quis fazer rádio. Comecei o estágio na Antena 1, tendo iniciado a minha actividade profissional na Rádio Clube Português. Durante um ano trabalhei numa rádio e na SIC.

Quais foram as principais mudanças que sentiste na passagem da rádio para a televisão?

A minha maior dificuldade esteve relacionada em escrever textos para as imagens. Na rádio é preciso descrever cada pormenor, enquanto na televisão existe uma necessidade de escrever para as imagens com o intuito de acrescentar informação, e não repetir aquilo que as pessoas estão a ver. A outra diferença diz respeito ao trabalho de equipa que se faz em televisão. São dois meios de comunicação muito diferentes. Trabalhar num jornal seria um desafio ainda maior, mas o papel não tem o suporte da imagem e do som, pelo que, torna-se mais difícil contar a história às pessoas sem estarem a ouvir nem a ver.

Em que momento começou o trabalho na área da política?

O meu caminho na SIC começou na secção de economia. Mais tarde, surgiu a oportunidade de passar para a política.

Quais são os segredos por detrás das coberturas das campanhas e dos congressos?

As campanhas eleitorais são os momentos mais divertidos e estimulantes. É um grande esforço de trabalho e criatividade. Antes de cada congresso tem de haver preparação porque existem muitas tricas políticas que passam ao lado da maioria das pessoas, mas para nós parece extremamente importante.

Qual o trabalho que gostaste mais de realizar?

Gostei muito de fazer a última campanha presidencial. A eleição de Marcelo Rebelo de Sousa foi um momento histórico. Os dois últimos anos da política portuguesa foram particularmente férteis.

E o momento mais negativo?

Houve dois momentos emocionantes na recente morte de Mário Soares. O primeiro sucedeu quando a mãe do primeiro-ministro, Maria Antónia Palla, fez uma declaração muito curta, e no fim, nenhum dos jornalistas presentes colocou mais perguntas porque sentíamos que ela estava emocionada. O mesmo aconteceu depois do depoimento do Manuel Alegre.

A notícia que mais gostaste de transmitir?

A recepção do Presidente da República à selecção nacional depois da conquista do Euro 2016 porque se tratou de um momento de festa e celebração.

Qual deve ser a missão principal do jornalista?

O papel do jornalista é informar com rigor e isenção, embora não deixe de ser uma pessoa no exercício da actividade profissional.

Os meios tecnológicos favorecem o trabalho jornalístico?

A evolução da tecnologia tem sido impressionante. As pessoas procuram toda a informação na internet. As redes sociais são uma óptima ferramenta.